Revisitando os Preds, Parte 3 - Os Pontos Negativos da Temporada


Eliminação precoce (Getty Images)

Hora dolorosa mas fundamental, vamos rever o que não deu certo e é claro que eu não preciso falar dos Playoffs, já falamos muito dele por aqui.


Para a próxima temporada, o nosso GM David Poile começou agindo imediatamente corrigindo algo não deu certo ao não renovar com Alexei Emelin. Acho que é quase unânime que Emelin foi uma decepção. Fala sério, perdemos um pick de terceira rodada ainda para consegui-lo, e ainda pagamos $3M por este ano tenebroso que ele fez em Nashville?

Emelin não fez nada além de ocupar espaço no gelo e dar hits, e até desnecessários como ele o fez com Marc Staal no jogo contra os Rangers na Bridgestone Arena, maldade na borda do gelo, nítido boarding e nada marcado e poderia ter machucado seriamente Stall. Forsberg que não fez nada em Vesey no mesmo jogo foi suspenso. Emelin está no gelo apenas para dar hits e nada mais, mas ele não o faz como Watty, Sissons ou Ekholm por exemplo, esses acertam os hits no intuíto de roubar o puck, Emelin dá hits apenas pelo simples fato de fazê-lo. Não ajuda efetivamente a equipe. Foram levantados dados que me fogem às fontes, mas Alexei Emelin tem um porcentual 42,9% de gols sofridos em situações de perigo quando ele está no gelo, sendo o pior defensor neste quesito. Americano tem número para tudo, adoram estátiscas e números, nós sabemos que muitos deles são irrelevantes, mas esse dado me chamou muito atenção. Realmente nós tínhamos um jogador, que além de não contribuir, atrapalhava, pois ao executar um hit erroneamente você abre um espaço fundamental para o adversário jogar neste erro. Sua passagem pelo gelo da Bridgestone Arena chegou ao fim para alegria de todos.


Yannick Weber e Matt Irwin não fizeram nada de tão grave que me venha à memória durante a temporada, mesmo quando se joga no par defensivo mais fraco, cada erro é um pouco mais potencializado do que ele realmente é e não me ocorreu. Porém também não fizeram absolutamente nada, erros e tunrovers bobos que resultaram em gols adversários porém não comprometeram a temporada. Weber ainda teve seu momento nos playoffs, e Irwin fez o que pôde, mas quando você os compara, seus rendimentos são parecidos. Foi uma temporada comum para Weber e Irwin mas nada tão alarmante quanto Emelin. Todos cometem os mesmo erros e todos tem que jogar por seus motivos, ossos do ofício.

Fisher não consegui agregar muita coisa (Getty Images)

É doloroso ter que citar o retorno de Mike Fisher que definitivamente não agregou em nada. De certo que fiquei eufórico com tanto barulho que houve em ver de volta um ídolo retornando à Nashville trazendo toda sua experiência. Eu sei que não podia esperar muito mais do que vimos na temporada anterior ou se quer o que vimos dela, mas poderia ter sido mais positiva sua volta. Não é que Fisher foi ruim em si, claro que ele ajudou no jogo físico com efetividade e foi praticamente perfeito nas disputas de faceoffs e com as lesões que tivemos que lidar, Järnkrok ou Watty por exemplo, ele foi muito útil, mas nos remetendo ao passado, lembrando que foi em uma situação assim que tivemos uma novidade inesperadamente boa chamada Fréderíck Gaudreau que chegou para atuar somente nos Playoffs da temporada passada e foi impecável. Então, você agora pensa, será que se ele não tivesse voltado, teria sido melhor? É difícil dizer, Freddy Gaudreau jogou 20 jogos e pouco fez, mas o que fica é aquela sensação de que foi um vazio a volta do nosso ídolo que se aposenta em definitivo.


Não nos esqueçamos de Pontus Åberg que antes de partir para Edmonton não produziu absolutamente nada em Nashville. Criou-se muita expectativa para ele nesta temporada com tudo que ele fez nos Playoffs da temporada 2017/18 que realmente foi fantástica, mas ele foi um cara simplesmente ocupando espaço na formações. Åberg ainda passou uns tempos em Milwaukee, quando num certo momento pouco antes de sua negociação com os Oilers ele começou a jogar bem, não anotando pontos, mas principalmente quando atuou na primeira linha, Pontus foi muito bem com inúmeras recuperações e muito participativo na zona ofensiva. Mas fica aquele gosto de ficou devendo, por ser jovem e já ter feito por merecer essa expectativa fica uma nota negativa sobre sua passagem em Nashville.


Miikka Salomäki, ah Miika Salomäki, eu não sei quanto a você, mas eu realmente gostaria de ver um negócio rolando por aqui. Não temos bons nomes em Milwaukee após uma temporada ruim na AHL os Admirals não tem muito à oferecer além de Gaudreau, então um movimento entre as ligas fica complicado, talvez encontrar uma maneira de conseguir um bom negócio. Salomäki não consegue evoluir, não consegue produzir, não tem muito o que oferecer, sabemos que ele é um excelente patinador com um muita velocidade, mas não consegue ser incisivo, não consegue ser participativo, mesmo quando joga ao lado de formações que certamente potencializam jogadores como ele, ele não mostra nada. Então que Poile faça o melhor também com ele.


Ryan Hartman eu considero sob avaliação neutra, então ele não foi um ponto negativo. Digo neutro, pois ele teve um início excelente em Nashville, foi bem nas formações optadas por Laviolette, mas atuou na quarta linha que foi de longe a pior coisa dos Playoffs; Hartman lesinou o ombro na pós temporada mas estará pronto para o início da próxima temporada. Ainda há muito crescimento para o jovem de 23 anos e ele é um a agente livre restrito e deve assinar novamente, porém nos custou nossa escolha de primeira rodada para o draft deste ano, mas tendo ido bem em Chicago, com potencial jogador para crescimento e pelo que mostrou até agora, não há o que criticar aqui.


Meu Deus, eu não queria fazer isso, mas Roman Josi foi fantástico e decepcionante, e sobre ele eu tenho de dar destaque em um texto exclusivo devido tamanha sua importância, e esta semana estará no ar.


Não, você não vai me cobrar que eu inclua aqui Pekka RInne nos Playoffs não é mesmo? Não preciso nem dizer o porquê. Apenas #Pekka4Vezina e basta!


Precisamos conversar rapazes, por favor um a um! Hora do cantinho da disciplina.

Indisciplina é a maior dor de cabeça da torcida (Getty Images)

O que precisamos fazer para disciplinar nossos jogadores? Você deve estar com dor de cabeça de ouvir ou ler sobre as penalidades, mas elas realmente merecem toda essa ênfase que eu faço sempre questão de fortalecer, pois é, tendo isso, me aguardem para um especial sobre elas. Sejamos breves aqui mas temos de citar, foram 372 vezes de idas à caixa, 14 a mais que o segundo time neste quesito, 928 PIM tudo isso nos leva ao topo desse ranking da liga, e nos playoffs não foi diferente. Os jogadores passaram a temporada inteira dizendo que tinham que se disciplinar, mas nunca fizeram nada para mudar isso. Claro que com um penalty kill tão forte como o nosso não foi causa de problemas maiores em Nashville, mesmo nos Playoffs fomos impecáveis, o fato é que assim você jamais será campeão. Não basta olhar apenas para nosso PK, temos de olhar para o tempo que nos ausentamos da zona ofensiva perdendo muito tempo de jogo atacando para tentar a vitória. É claro que é fundamental ter um penalty kill forte, mas mais fundamental ainda é ser disciplinados e de fato o Nashville Predators não é.


Então vamos ser esperançosos que nossos garotos aprendam a lidar com esse problema, para que nós sejamos ainda mais fortes para a próxima temporada. Tudo até aqui tem de ser visto do ponto de aprendizado e não de decepção pois é assim que crescemos. Sejamos inteligentes e corrigiremos nossos problemas, não nos desfaçamos do que deu certo e fortalecemos ainda mais nosso grupo fantástico, é isso que verdadeiros campeões fazem. Então nos tornamos um contender.

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