Preds Special Teams e O Drama das Penalidades


Peter Laviolette tem muitas dores de cabeça com excesso de penalidades (Getty Images)

Maldita seja a nossa indisciplina. Tantos momentos de raiva e agonia ao longo de toda a temporada. O problema só não foi pior porque realmente temos um dos melhores special teams da liga. Não é novidade que fomos a equipe mais indisciplinada da temporada, estou cansado de dizer aqui, registramos 372 penalidades, 14 a mais que o segundo nesse quesito e 928 PIM (minutos em penalidades). Você não vai conquistar a Stanley Cup com esses números, e a média foi mantida nos playoffs, fomos a equipe mais indisciplinada até a segunda rodada. Claro que não foi fator predominante para a péssima campanha nos playoffs, mas afeta sua estratégia. Mesmo com todo esse drama, ainda fomos o sexto melhor penalty kill da liga com 81,9% na temporada regular 82,0% nos playoffs. A consistência do nosso special team é evidente, o que evitou problemas maiores com certeza, mesmo assim, ainda fomos 299 vezes em shorthanded e topo do ranking também nesse quesito, 18 a mais que o segundo, e mesmo com um PK impecável fomos a décima equipe que mais levou gols tempo de shorthanded (gol em power play adversário), ou seja, somos um penalty kill extremamente forte, mas o excesso de penalidades causa inúmeros gols levados de power play, nas últimas cinco temporada nenhuma equipe que atingiu ao menos 80% PK sofreu tantos gols de power play.


Como pode tal absurdo? Realmente me revolta tanta indisciplina, é claro que você precisa ter um excelente grupo de jogadores no special teams, tanto PP ou PK, mas você não pode ser tão indisciplinado, o tempo que passamos longe da zona ofensiva, jogadores que matam as penalidades cansam muito mais, e ainda você deve considerar que quem mais comete as penalidades são os jogadores que forma nosso special team. Austin Watson consegui 123 PIM, Subban e Hartnell 82 PIM, Joey 78 PIM. Tudo isso é um transtorno enorme.


Eu quero poder dormir sossegado na próxima temporada quanto à disciplina, porque tira o sono tudo isso. Ainda assim, nós também anotamos 10 gols em shorthanded empatados em terceiro e Watson marcou 4 deles, e você há de concordar que ele é um monstro no nosso PK, isso nos fará perder força no nosso time especial sem dúvida, ele foi fundamental. Com tudo isso, ainda não vemos muitas perspectivas quando você olha para as entrevistas dos jogadores dizendo "temos que ficar fora da caixa", ou "precisamos ser mais disciplinados", ou "precisamos corrigir isso", ou "nós conversamos muito sobre isso", tudo isso foi dito do início da temporada até mesmo durante os playoffs, Peter Laviolette fica até sem jeito para responder quando perguntado sobre isso. Realmente não deve ser fácil para ele, você o vê nitidamente furioso com isso durante as partidas, deve ter muita dor de cabeça, se eu tenho como torcedor, imagina ele que comanda os jogadores e seus comandados não cumprem a disciplina. Não é algo que ele possa corrigir como um erro de estratégia ou uma jogada trabalhada que não funciona ou um formação defensiva, isso é algo que parte da cada um, e mesmo com tanta harmonia lá, eles não conseguem se disciplinar, tem de ter controle sobre si. Muitas penalidades podem ser evitadas, como hooking ou slashing, essas você comete por um pouco de ansiedade, diferente do tripping quando você visa cortar o puck e acaba acertando o patins do adversário.

Você não pode dizer o mesmo sobre nosso special team ofensivo, nosso power play foi décimo segundo, 21,2% PP na temporada regular e 21,6% nos playoffs. Para 273 oportunidades em power play foram 58 PPG, pois bem, você pode dizer que até agradam, mas quando você olha para o gelo, na pratica não é bem assim, não é o que vemos. Falta agressividade, muitas vezes pouco exigimos dos goleiros. P.K. Subban é nosso maior pontuador com 25 PPP 5 PPG 20 PPA, de fato ele foi fundamental para muitos dos nossos gols, participação direta em mais de 40% dos gols, mas também foi quem mais gerou oportunidades de perigo para o adversário cometendo turnovers bobos, gerando breakaways com excesso de confiança, mas isso é a pedido de Peter Laviolette que pede que ele inicie as jogadas, e até fazemos boas transições mas quando o puck chega na zona ofensiva ainda falta algo mais produtivo, uma jogada mais trabalhada, vemos muita posse do puck e poucos disparos. Muitas vezes vemos um certo capricho por parte dos jogadores, tentando fazer a jogada perfeita ou uma jogada de efeito, quando nesse momento você deve ser fatal e aproveitar as oportunidades. Uma prova que não somos bons no power play é que chegamos a registrar 3/48 em power play durante o mês de março e fomos o pior da liga neste período.


Roman Josi parecia ser o mais incisivo durante nossas oportunidades, ele foi quem mais tentou ao gol adversario com 71 disparos, e anotando 7 gols em power play, seu career-high. De fato Josi, era o mais agressivo nosso power play, assim como Filip Forsberg que anotou 13 vezes e dando 9 assistências.


Olhando para nosso power play, acho que teve importância relativamente pequena ou quase nenhuma para nossa campanha tanto na temporada regular quanto nos playoffs, pois não fomos dependentes das oportunidades para marcar gols, mas também não fomos imponentes durante as oportunidades. Se olharmos para 2015/16, tivemos pífios números de 8,7% de power play nos playoffs para 18,9% na temporada regular. Melhoramos em relação às ultimas temporadas, mas ainda assim não é o nosso forte.

Analisando então, o que pesa mesmo são o excessos de penalidades, isso sim deve ser imediatamente sanado, espero que tenha sido para o nosso amadurecimento para a conquista da Stanley Cup e na próxima temporada nós sejamos disciplinados.

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