A Cidade da Música é também a Cidade do Hockey

Atualizado: 12 de jan. de 2019


Sim meus caros, há hockey de verdade em Nasvhille, a mobilização na cidade da música tem sido enorme com o passar dos anos. Vamos destrinchar os números do crescimento e retorno da franquia à liga. Um pouco da história do time e os jogadores que marcaram. O trabalho fantástico e inteligentíssimo de nosso GM David Poile nos bastidores, movimentando e fazendo uma loucura com os fãs. O crescimento da nossa torcida e a procura sensacional. O trabalho comunitário e o nosso maravilhoso lar. Retorno à liga e muito mais.


Em 25/06/1997 Craig Leipold anuncia que Nashville terá uma franquia na NHL. Jack Diller é nomeado o primeiro presidente do Nashville Predators e no dia 9/07/1997 David Poile é anunciado como General Manager dos Preds (permanece até hoje). Definitivamente seu impacto foi imediato quando trouxe ninguém menos que Barry Trotz (técnico atual vencedor da Stanley Cup com o Washington Capitals) para treinar a franquia e desde seu debut com os Preds em 1998 ficou até a temporada 2013/14 quando Peter Laviolette assumia. Já no draft de 1998 escolhemos nada menos que David Legwand o nosso maior astro que lidera a franquia em jogos, gols, assistências e pontos com 956, 210, 356 e 566 respectivamente.


Tivemos uma campanha inaugural de 28-47-7, eram outros tempos e qualquer nova franquia passa por suas dificuldades iniciais, não foi como ocorreu com Vegas Golden Knights que teve inúmeras regalias e um outro grande GM por traz que soube usar muito bem isso para montar um time extremamente competitivo. Foram longos 5 anos até nossa primeira aparição nos Playoffs, apenas na temporada 2003/04 onde terminamos em terceiro na Divisão Central e oitavo na Conferência Oeste em uma campanha 38-29-11-4 com um time que contava com David Legwand, Martin Erat, Kimmo Timonen, Scott Hartnell, Steve Sullivan, Dan Hamhuis e o goleiro Chris Mason (atual comentarista FOX Sports Tennessee nas transmissões). 2004 também foi o ano em que os Predators selecionaram Pekka Rinne no Draft. Depois de registrar a melhor campanha nesta temporada, a seguinte foi ainda melhor e em 2005/06 continuamos a crescente e com um novato que chamava atenção participando de 28 jogos, ninguém menos que Shea Weber. Weber juntava-se à Timonen, Legwand, Peter Forsberg e Paul Kariya, o garotou simplesmente anotou 40P 17G 23A em 2006/07 num time que terminou com a campanha de 51-23-8 o que seria a melhor campanha da franquia até a última temporada. Infelizmente, nos Playoffs nunca conseguimos ir muito longe, mas foi um grande time que viveu 4 anos seguidos indo aos Playoffs e na temporada que se inicia se voltarmos a pós-temporada quebraremos esse recorde. Veja os momentos marcantes deste período:

Somente nas temporadas 2010/11 e 2011/12 conseguimos alcançar às Semi-Finais da Conferência Oeste o time já contava com nomes como Mike Fisher, Patric Hörnqvist, Jordin Tootoo e Pekka Rinne. As duas temporadas seguintes foram difíceis mas, coincidência ou não, após a decisão de Poile dar novos rumos, novas formas de pensar hockey trazendo Peter Laviolette em 2014 foi quando iniciou-se os melhores anos da franquia. A cena do hóquei em Nashville estava se despedindo de nomes como Barry Trotz, David Legwand, Patric Hörnqvist e Nick Spaling, e tendo seu primeiro vislumbre de nomes o dinâminco Peter Laviolette seguidos Filip Scoresberg, James Neal e Calle Järnkrok. Hoje, Laviolette é vice-campeão e Trotz campeão da Stanley Cup, saímos perdendo nessa? Definitivamente não, pois é inegável que desde a chegada de Laviolette o hockey visto no rink da Bridgestone Arena é outro, animador, caras novas com o passar do tempo foram se juntando aos já citados, Viktor Arvidsson e Kevin Fiala, aos poucos nos despedíamos de jogadores como Paul Gaustad e Mike Ribeiro (embora este tenha se apresentado muito bem nos jogos quanto à todo seu transtorno off ice), e um time começava se formar quando trazíamos Ryan Johansen e adicionamos mais equilíbrio e fortalecendo o time quando a ousadia de Poile se esteve presente ao trazer P.K. Subban por Shea Weber numa troca pau-a-pau com Montréal. Nitidamente Weber é muito mais técnico que P.K., mas veja o que houve com o defensor que foi nosso capitão por um longo tempo. Devido à idade alta e problemas físicos, teve sua temporada comprometida enquanto Subban seguia crescendo e se tornando um dos melhores defensores da liga, tanto defendendo e petulante na zona ofensiva, e o principal fator, Subban completou apenas 29 anos no último dia 13 de maio. E a manobra pra lá de intrigante trazendo Kyle Turris numa troca envolvendo três times. Estávamos então com um time extremamente equilibrado, muito mais jovem e com potencial absurdo mais da metade do nosso elenco. Despedíamos de Samuel Girard, futuro Roman Josi? Assim se via e assim se vê em Colorado, o garoto tem potencial para tal, basta ver como ele conduz o puck para transição e hoje é um dos principais defensores do Avalanche. Mas trouxe Kyle Turris, que deu a química perfeita para consistência da nossa segunda linha com Fiala e Craig Smith. Fazendo com que Bonino atuasse pela terceira linha e a profundidade da equipe se tornou alta a ponto de ficar difícil um lugarzinho para Freddy Gaudreau após destruir debutando nos Playoffs da temporada 2016/17. Ainda gostaria de vê-lo no lugar de Miikka Salomäki em nosso Depht, mas Lavi e Poile sabem o que fazem. Como se não bastasse, não são nomes e nem jogadores que transmitem confiança, mas Poile renovou com Yannick Weber, Anthony Bitetto e Matt Irwin, e nada menos U$ 1.6M somados para os três jogadores o que não afeta em absolutamente nada nosso cap, e embora você não sejam excepcionais, são importantes também.


Temos uma pessoa que conduz esta franquia em que temos imensa confiança, o nosso GM Daivd Poile, fez com que os Predators virasse um a febre na cidade da música country e a fez também uma "Cidade do Hockey". Estamos indo para nossa vigésima temporada e Poile conquistou os moradores da cidade que hoje amam a franquia, dando muito retorno à liga. Os Preds tem 109 sell outs consecutivos na Bridgestone Arena e nesta última temporada (2017/18), foram recordes de públicos atrás de recordes com uma lista enorme de espera para cada jogo. Com 21 aninhos, Nashville respira Hockey e fazemos muito barulho, pode apostar


É inegável que após as finais da Stanely Cup na temporada 2016/17 aproximou ainda mais os fãs à franquia, todos, crianças, adultos, adeptos ou não ao hockey, foi uma loucura na Broadway e em toda Nashville e porquê não no Tennesse? Você não sabe, mas nesses dois últimos anos, dobraram o número de crianças querendo aprender a patinar, crescimento até mesmo entre os adultos. Também crescimento na procurar sobre aulas de hockey, manuseio do stick e controle de puck. Ainda nós temos nossa escolinha para crianças, e a procura tem sido fantástica.


Com tradições sulistas e não tradicionais à NHL, como poderia os "caipiras" de música country, que inclusive toca na Bridgestone Arena ao sair um gol dos Preds, entender ou se quer gostar de hockey? Lançar bagres no gelo (que fique claro aos radicais que os animais já estão mortos, são apenas tradições). O momento "Smash Car" é um momento super criativo e divertido criado pelos fãs. É uma loucura em dia de jogos na Bridgestone Arena, é sem dúvida a franquia mais calorosa da NHL. Somos conhecidos por estar ao lado do time independente do momento, a confiança em nosso GM é enorme. Além de tudo que Poile fez para fazer que Nashville respirasse hockey, os Preds ainda fazem um trabalho comunitário de dar inveja. Fazendo doações para hospitais, campanhas sociais e principalmente um trabalho contra a violência doméstica e proteção às mulheres. Tudo isso traz ainda mais apaixonados pela franquia, pessoas querendo se aproximar do esporte, de fato é bom para a marca.