Predators Simplesmente Sucumbiu Diante de Dallas

A série se encerrou em 4-2 para o Dallas Stars, mas a sensação que fica é de que a poderia ter sido numa jornada menor, em 5 jogos ou até mesmo varridos, tamanha a diferença entre as equipes no gelo. Dallas foi um time imponente diante de nós, ditando o ritmo de jogo, controlando o fluxo desde o primeiro jogo e nós simplesmente não jogamos. Isso traz muita pressão para cima do nosso treinador, que tem sido alvo da torcida. Muitas pessoas querem a cabeça de Peter Laviolette, e na minha opinião está errado. Sim, ele é o maior responsável, perdeu a mão e não conseguiu fazer o time jogar, nitidamente uma equipe mal treinada. É fácil a esta altura tentarmos encontrar culpados, entendo a decepção do torcedor, a raiva, mas não é hora de ser radical. Você deve fazer suas críticas, você tem direito à respostas de suas frustrações. Você olha para os dois últimos Playoffs e pensa que nossa hora não virá, não dá pra viver de altos e baixos, mas não me entenda mal, nem tudo é tão ruim quanto parece. Ele já mostrou de que é capaz, de fazer um hockey envolvente, ele fez muito mais com times inferiores, uma estatística do site A to Z Spots mostra que os Predators tem mais vitórias do que qualquer outro time da Conferência Oeste tanto na temporada regular quanto nos Playoffs desde 2015. Precisamos de mudanças e não de sair trocando tudo.

Dallas Stars mostrou muita superioridade contra os Predators (Foto: John Russell/via Getty Images)

Evidente que temos uma equipe forte e equilibrada, com alta profundidade mas os dois últimos Playoffs deixaram bem claro que não estamos prontos para vencer a Stanley Cup e isso não é apenas culpa de Laviolette e sim de todos na organização. Nossos rapazes estavam afoitos desde o início, estavam desequilibrados mentalmente, totalmente indisciplinados cometendo penalidades infantis a exemplo do ano passado contra os Jets. Contra Dallas foram 25 penalidades ao todo, uma mais ridícula que a outra.


Afinal, porquê uma equipe com tanto talento, tanto potencial fracassou? No papel temos uma das equipes mais forte da liga e Dallas avançou com méritos de sobra, sendo superior em todos aspectos, nas 3 zonas do gelo, todos reconheceram isso e nosso GM David Poile disse que haverá mudanças e muitas reuniões nas próximas semanas. Essas discussões começaram no último dia 25/04, e os tópicos da agenda incluem questões de consistência ou a falta dela, a falta de produção de jogadores individuais e o desempenho em casa que não foi tão dominante ano passado.


"Não conseguimos atender às nossas expectativas e às expectativas de nossos fãs. Isso se divide em três áreas. Começa comigo e minha equipe administrativa para identificar, desenvolver e preparar os jogadores. Isso inclui Peter e sua equipe técnica e inclui os jogadores em dar o seu melhor e ser capaz de se levantar nos playoffs. disse David Poile. Meu trabalho e nosso trabalho coletivo é abordar e avaliar tudo o que fazemos com o objetivo de fazer as mudanças necessárias para nos colocar em uma posição para ir mais longe. Dito isto, acredito que os Predators têm a base de um dos melhores times da National Hockey League ... Nossa responsabilidade nos próximos dias e semanas é descobrir o porquê e nos preparar para setembro. "


Pekka Rinne foi espetacular e roubou nossas duas vitórias, além de ter evitado placares ainda mais elásticos nas derrotas. Ele fez seu trabalho da melhor forma possível mas não teve um time à sua frente, jogadores nervosos, não dá pra negar ansiedade até na hora de atacar com tiros despretensiosos, na base do desespero, como se jogassem cada um por si. Mostramos muita desorganização desde o primeiro jogo, deixando muitos buracos no gelo. Nós perdíamos batalhas pelos pucks, os Stars foram um time mais físico e também sentimos muito isso.

Rocco Grimaldi foi nosso melhor jogador nos Playoffs e brilhante na temporada regular (Foto: John Russell/via Getty Images)

Rocco Grimaldi é fantástico, incansável, dedicado e esforçado, incrível o que ele faz, sua perseguição de puck é implacável, o time fica mais leve e ganha em velocidade, mas ele não pode ser nosso melhor jogador nos Playoffs numa equipe que conta com a JOFA line, Mikael Granlund, Kyle Turris e cia. O surgimento de Grimaldi é um dos poucos destaques da nossa temporada.


Muitos jogadores deixaram a desejar nos Playoffs, para a JOFA line faltou regularidade e eficiência, em todos os 6 jogos o máximo que conseguiam eram 2 ou 3 bons shifts por jogo, prova disso é que combinaram apenas 4 pontos. Mikael Granlund e Wayne Simmonds ainda não chegaram, Mattias Ekholm não conseguiu mais repetir o grande desempenho que teve ha duas temporadas. Kyle Turris sumiu, P.K. Subban sabido da nossa deficiência, esforçado como é acaba cometendo erros por excesso de vontade. Ryan Ellis foi simplesmente irreconhecível e também tem sido alvo da torcida fazendo contraste com Roman Josi que foi nosso melhor defensor, fez uma série incrível e um dos poucos que se salvam.


Agonia, esse talvez deve ser o sentimento que descreve um Predador ao ver a enorme quantidade de turnovers distribuídos ao longo de toda série. Os Stars aproveitaram muito bem isso e conseguiram pelo menos 6 gols dos 17 que fez na série, e sim, também vimos isso contra Winnipeg Jets ano passado, além da extrema facilidade dos adversários se infiltrarem em nossa slot.


É lamentável ver que nossos melhores momentos se resumem a 20 minutos no jogo 6. No primeiro período vi um esforço incrível, uma intensidade que nos faltou. Mas tudo isso não é o suficiente se lhe falta poder de fogo. Ben Bishop foi fenomenal a série inteira, mas sempre prego aqui não sermos capazes de guardar os pucks na rede, isso custa muito caro.


Tivemos um power play nulo de 0/15 e nós já fomos o pior da liga na temporada regular com apenas 12,9% de aproveitamento. Peter Laviolette assumiu toda a culpa tudo que aconteceu e pelos fracassos quando estamos em vantagem no gelo revelando que tomou a decisão de demitir o treinador de power play Kevin McCarthy e colocou o seu assistente Dan Muse no lugar. Ele foi sincero dizendo que mudou peças, seus esquemas e a forma como realizavam reuniões internas para discutir a situação. Eles conversaram com jogadores, treinadores e consultores externos sobre diferentes pontos de vista do que estava faltando. Eles até olharam para algumas das principais unidades da Liga para ver se poderiam reunir algumas ideias novas.