A Série Contra os Jets, Parte 1 – Um Monomotor Numa Corrida A Jato



O momento “Smash” antes da partida foi diferente nesta Semifinal da Conferência Oeste. Quando chegam os Playoffs, os Preds e sua torcida tem um momento antes das partidas na Bridgestone Arena em que nós chamamos de “Smash Car” onde os torcedores e algumas vezes o mascote do time, Gnash, pintam e caracterizam um carro de acordo com seu adversário e simplesmente esmagam o carro na pancada até não sobrar nada. Desta vez o adversário foram os Jets ou “Jatos” e era nada menos que um monomotor, um pequeno avião caracterizado para ser esmagado pelos fãs. Momento pra lá de descontraído que é tradição nos jogos de Playoffs em Nashville. Infelizmente esse seria os poucos momentos de alegria no Tennessee, pois mesmo vencendo o jogo 2, foi tensão do início ao fim nos dois primeiros jogos na Bridgestone Arena.


The Ultimate Predator, Torcedor Símbolo

JOGO 1 – 27/04, Nashville JETS 4 – 1 PREDS


Iniciamos muito bem a partida com bons shifts, inclusive da tão criticada quarta linha na série contra os Avs. Tivemos boa posse na zona ofensiva, empolgação na Arena era alta, mas a verdade é que apesar disso não demos trabalho à Hallebuyck, a defesa dos Jets se posicionavam muito bem dificultando muito nosso jogo, e na base do desespero disparos despretensiosos, totalmente inverso do que fazemos que são boas jogadas trabalhadas, transições em alta velocidade e muita movimentação na zona ofensiva, mas isso estava ausente. Já na metade do período, tínhamos 11-2 Preds shoots mas todos como eu já descrevi, muitos da blue line sem nenhum perigo para Hallebuyck. Fica complicado encontrar as redes disparando de qualquer jeito, isso tornava o trabalho defensivo dos Jets fácil e com um jogo extremamente inteligente não precisaram de muitos disparos à gol para abrir o placar. No segundo gol dos Jets Nicolaj Ehlers passou por 4 jogadores dos Predators sem nenhuma dificuldade para depois passar o puck para slot aproveitado por Stastny no rebote, 2-0 Jets. Time sem saber o que fazer com o puck na zona ofensiva cometeu turnover e Wheeler fez a transição deixou próximo à slot para fazer 3-0 Jets sem muito esforço. Enquanto isso seguíamos disparando sem pretensão.


Pekka Rinne deu lugar à Juuse Saros na volta para o terceiro período e num raro momento de boa jogada trabalhada chegamos ao nosso único gol no jogo com Fiala. O período não foi muito diferente com os Predators tentando de qualquer jeito e os Jets perfeito na neutralização e na finalização, pois mesmo com 3 disparos em todo terceiro período chegou ao quarto gol com Scheifele no empty net. Sabemos que os Preds não são eficientes do extra attacker e não tem resultado.


São inúmeras as falhas de marcação e sem dificuldades os Jets anotaram 4 tentos em 19 disparos, enquanto os Preds precisou de mais de 40 para anotar um gol. Nesse ritmo precisaríamos de mais 120 disparos no jogo para empatar. Fato é que os Jets fizeram tudo perfeito para conseguir o placar com tranquilidade. Você precisa ter controle mental ou vai dar nisso, tiros à toda custa para o gol, sem pensar ou trabalhar o puck. Ainda tem a defesa que se postou totalmente perdida no gelo. O placar não poderia ser outro, e como eu disse, os Jets tem um jogo muito inteligente, viram nosso desespero e se pouparam para o próximo jogo sabiamente. A impressão que fica é que os Jets poderiam anotar um gol no momento em que quisesse. É com essa péssima impressão que iríamos para o segundo jogo.


JOGO 2 -29/04, Nashville

JETS 4 – 5 PREDS (OT 2)


Linha do Tennessee Titans estava na Bridgestone Arena novamente neste playoffs para prestigiar nossos rapazes.


Iniciamos da melhor forma possível com Joey anotando gol com 0:27 segundos de jogo. Colocou fogo na Bridgestone Arena e parecia que ia ser a nossa noite, vencemos mas não foi bem assim. Os Jets não costumam sentir um gol tão fácil assim e veio para nossa zona defensiva tentar dar a resposta. Hendricks nos dá a primeira oportunidade de power play da noite mas os Jets matam a penalidade com facilidade. O nosso power play tem sido um horror e não foi diferente dessa vez. Sequência de penalidades e em um 4-on-4 no gelo, faceoff na nossa zona defensiva vencido pelos Jets, Byfuglien dispara da blue line, e definitivamente esquecemos dele na sequência da jogada, Roman Josi vacila, comete turnover, acabou no gol. Dustin Byfuglien estava completamente sozinho na borda do gelo, após seu próprio disparo ninguém, simplesmente, ninguém o acompanhou então foi só anotar por entre as pernas de Rinne. Pekka vem tomando gols que não costuma tomar, este foi um deles:

Restava a penalidade e como era de esperar, eles anotaram mais um virando o jogo com Wheeler. Muita gente reclamou da interferência de Arvidsson marcada pelas zebras, mas a verdade que não somos os mesmos e tomamos a virada em menos de um minuto. E foi assim que o período terminou, os Jets sendo fatais na hora necessária e nós vacilando como sempre, principalente no erro grotesco do Roman Josi no primeiro gol dos Jets quando deveria muito bem ter eliminado a jogada afastando o puck ao invés disso tentou sair jogando e perdeu a posse. 2-1 Jets e fim do período.


Seguimos com muitas dificuldades no segundo período, tivemos uma oportunidade de power play e finalmente conseguimos anotar um gol. P.K. Subban tratou de empatar o jogo em 2-2. Vamos precisar muito mais do que vemos se quisermos vencer esta série. Com tantos turnovers (Forsberg cometeu um ridiculamente ridiculo na zona defensiva que a trave salvou) e penalidades fica complicado.


Antes do período terminar, Viktor Arvidsson no melhor estilo Arvy, tiro cruzado lindo. ele é fatal amigos!

O perído se encerra com os Jets tendo 13-9 disparos, mas desta vez estamos conseguindo furar Hallebuyck e anotar alguns gols. Evidente que precisamos melhorar, e também, 200% de concetração no terceiro período.


Iniciamos o terceiro no penalty kill vindo do segundo período, mas aniquiliamos a penalidade. O jogo ficou um pouco morno nesta etapa, mas não por muito tempo quando os Jets empataram num vacilo (MAIS UM!) da defesa, Ekholm desta vez joga o puck em cima de Tanev que patinou em velocidade para empatar em 3-3. Respondemos rápido com Johansen que vem fazendo grande pós-temporada. Momento Scoresberg para ele, ou não, pois ele tem sim habilidade para tal embora andasse um pouco sumida.

Cinco minutos restando e os Jets só pressão. Aqueles cinco minutos em que o coração não para de acelerar, eu mal posso me conter. Ainda restava um intervalo para TV, o que deu uma pausa na pressão ajudando e muito os Preds nesse momento crucial. Restando 2 minutos os Jets tiram Hallebuyck e vão para o tudo ou nada na Bridgestone Arena e não resitimos à tanta pressão, Scheifele empata no Extra Attacker e vamos para o nosso primeiro overtime na pós-temporada. Eu não sei se o Subban se jogou no gelo ou escorregou, ele reclama de infração, mas não é também, o que eu sei mesmo é que Scheifele estava sozinho ao lado da crease para marcar, mais outra falha na conta. Mas não tiremos o mérito dele, que se moveu inteligentemente.


OT 1 – Tivemos uma chance de ouro com Fisher no rebote de Hallebuyck que fez uma defesa sensacional, fazendo outra no rebote com o stick evitando o gol da vitória! Hallebuyck seguiu operando milagres nas redes dos Jets, evitando à todo custo a derrota do time de Winnipeg. Os times parecem não arriscarem muito depois da metade do OT, qualquer descuido será imperdoável. Com as equipes mantendo esse comportamento o overtime só poderia terminar sem gols, porém Hallebuyck foi destaque pelos primeiros 10 minutos que ele negou os Preds.


OT 2 – O segundo overtime começa da mesma forma como foi o primeiro OT, mas agora nós chegaremos ao gol após boa jogada de Smith ao fazer excelente passe para Fiala anotar seu gol vencedor e um belo gol

Vitória suada e série empatada, não foi nada fácil, pois pecamos na defesa de forma displicente, incrível! Como pode uma das defesas mais temidas da liga sofrendo tantos apuros assim? Você vê muita dificuldade de acompanhar a movimentação ofensiva dos Jets e eles encontram nossas redes geralmente livres para marcar. O jogo 3 é em Winnipeg e o jogo dos Jets será mais intenso em seus domínios sem dúvida. Precisamos nos organizar na defesa imediatamente, ou 4 gols sofridos por jogo (1-4 / 5-4 OT2) será pouco.


JOGO 3 – 01/05, Winnipeg

PREDS 4 – 7 JETS


Connor Hallebuyck faz a primeira defesa da noite com as equipes sem impor muito ritmo neste início de partida. Trouba atrasa o jogo e vai para jaula dando a primeira oportunidade de power play da noite para os Preds que propôs um show de horrores, quem teve as chances reais foram os Jets e Rinne teve que evitar as bobagens do time logo de cara.


Abrimos o marcador com Fisher no rebote após boa pressão no forecheck, 1-0 Preds. Fomos à mais um power play e dessa vez conseguimos marcar com Subban. Mais que merecido, pois a torcida local ta uma chatisse só, pegando no pé e vaiando o tempo todo P.K. Subban. Antes do fim do período deu tempo dos Jets errarem a troca de linha e Watson, o Sr. Playoff anotar um lindo gol. Watty Snipe.

Rinne ainda fez a melhor defesa do jogo até aqui e período encerra 3-0 Preds. E agora, será que vai? Espera que esse placar não é normal para nosso time nesse playoffs, infelizmente.


No segundo período Forsberg acerta pela segunda vez a trave de Hallebuyck logo no início. Os Jets diminuem com Stastny fazendo desvio após disparo de Trouba da blue line. Rinne vacila atrás do gol, e Wheeler demora uma eternidade e perde o gol com Pekka totalmente fora de posição. Na série contra os Avs, Pekka havia cometido o mesmo erro atrás do gol que foi fatal, ele realmente não consegue repetir as atuações dos Playoffs passado e isso também tem sido um fator para nossas péssimas apresentações nestes Playoffs., com aqueles vacilos em pós-temporada que os persegue durante toda carreira não transmitia confiança à equipe. Watson e Scheifele deixar 4-on-4 por 2 minutos e conseguimos a proesa de tomar 2 gols em 18 segundos empatando o jogo. Segundo período não aconteceu absolutamente nada para os Preds, apagão conhecido do torcedor, e tomamos o empate em 3 minutos. A torcida não para de fazer barulho no Bell MTS Place e os Jets são os únicos jogando. Impossível suportar até o fim, metade do período 9-2 Jets shoots. Eis que o inevitável então acontece, Byfuglien anota seu segundo gol na noite para a virada dos Jets que guardou 4 tentos no segundo período para virada. 4-3 Jets. Time que dorme e nos playoffs não vence. Não pode perder a concentração, não pode perder o foco que o resultado não será outro. Fim de um período tenebroso para nós.


Bonino e Trouba tiraram suas luvas para iniciar bonito o terceiro período. Fomos para outra oportunidade de power play e fomos bem, Scoresberg empata a peleja em 4-4 e nos dá vida novamente na partida. Uma sutil melhora nos levou ao gol. Arvidsson rouba muito bem o puck e parte no breakaway mas foi negado por Hallebuyck. Foi quando os Jets voltaram a jogar seu jogo e anotar com Blake Wheeler no rebote e sozinho, como tem sido a série. Tiramos Pekka Rinne e levamos dois gols, com Wheeler e Tanev.


Muita fraqueza mental nos defensores com Subban desesperado, Josi caindo em provocações bobas, Ellis perdido no gelo e Ekholm apagado. Nossa defesa desmorona e já são 15 gols sofridos em 3 jogos nesta série e a coisa ainda parece que está só começando devido ao desastre proposto pela nosso jogo defensivo. Não basta apenas criticar os defensores, nosso forecheck não funciona e os Jets se livram bem na sua zona defensiva para fazer as transições em velocidade. Os Jets são um time extremamente velóz e com números absurdos de turnovers cometidos por nossa equipe nos deixa completamente acuados.


Nossa defesa nesta pós-temporada está perdida, foram 5 gols dos Jets neste terceiro jogo com jogadores livres de marcação. Não vemos organização, muito menos comunicação. Subban parece estar jogando sem pensar, sem calcular os movimentos como Chapolin o faz muito bem, ele se joga a toda hora no gelo e perde puck como se fosse água, gera situações de perigo e até mesmo de gols, assim como Roman Josi, que não tem atitude de capitão nos Playoffs. Fraco psicologicamente, caindo a toda hora em qualquer provocação boba dos nossos adversários, sem contar o fato de que também tem culpa direta em mais de 2 gols na série ao perder o puck ridiculamente. As falhas de marcação mostra que não há coletividade defensiva e estamos cada um por si defensivamente no gelo e isso com certeza dará tudo errado. Somos um monomotor que tem uma velocidade máxima de pouco 300 km/h em um corrida a Jato que pode atingir velocidade superior à 950 km/h.


O desastre defensivo continua…

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